
Essa foto foi catada do Blog do Nassif. Foi feita pelo fotógrafo Guinaldo Nikolaevscky. Trata-se de uma foto datada de 1979, de uma menina que se nega a cumprimentar o então presidente, general Figueiredo numa cerimônia oficial.
O autor da sensacional imagem, disse ao blog Picturapixel:
"Lançamento do carro à álcool em BH. A imprensa mineira e a nacional estavam presentes e um grupo de crianças foi levado ao Palácio da Liberdade para cumprimentar o presidente Figueiredo. Deu zebra: a primeira da fila negou o aperto de mão ao Presidente da República, apesar dos pedidos dos fotógrafos. Percebi que não aconteceria o aperto e fotografei."
Veja o texto na íntegra aqui.
Sábado, Abril 26, 2008
Bem feito
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Flavio Vaz
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9:28 PM
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Sábado, Março 29, 2008
Da série "Contos de minha autoria"

A menina de azul
Clara, sempre sorridente, saia de casa e cumprimentava todos, o porteiro do prédio era um dos primeiros, a viu crescer, e ela tinha um carinho especial por aquele homem, sujeito simples e de poucas palavras. Ganhava a rua, passava pelo jornaleiro a quem também saudava e seguia para a faculdade. Estudante de publicidade, estava no último ano, seu sonho era abrir uma agência, quem sabe não conseguiria com a ajuda do pai. Pele alva, algumas poucas e pequenas sardas perto do nariz, cabelo castanho, liso e comprido, que emolduravam seu rosto delicado, ela seguia seu caminho, espalhando beleza nas calçadas.
A aula tinha terminado, e a menina já se encaminhava para fazer o percurso de volta para casa. Era sexta-feira, estava cansada, não queria esticar o dia. Vamos no bar? Não. Deixa de besteira, é rápido. Está bem, mas não vou demorar. Foi com amigos, beberam, conversaram e falaram da vida alheia. De como a cidade estava suja, como as pessoas são mal educadas, como a pobreza tomou conta da classe média e tergiversaram sobre assuntos espinhosos. Chega na mesa um professor da turma, sujeito novo, simpático, bom de conversa, e antes de ele pedir para sentar todos o chamam. Senta aqui com a gente. Perguntam a ele qual será a matéria da prova, ele desconversa, diz que estavam num bar, não era assunto para aquele momento, a matéria já tinha sido dada. Não sejam inconvenientes! Todos riram. Clara ficou com o sorriso à mostra depois da risada geral. O professor olhou para Clara, ela percebeu que estava sozinha no sorriso, a conversa avançou, meio sem graça ela virou o rosto, e o professor continuou olhando para ela.
Segunda-feira, a primeira aula do dia, com o professor bom de conversa. Clara presta atenção na aula como sempre prestou, como sempre se dedicou, mas notava que o professor, seu nome era Roberto, não tirava os olhos dela quando tinha alguma chance para fazê-lo. Ela ruborizava, sentia algo diferente. A aula termina e Clara fica disfarçando na carteira, , botando seus pertences devagar na mochila. Roberto olha Clara. Clara olha para ele.
- Clara!
- Oi...
- Agora você tem aula de quê? Quero dizer... Você vai sair que horas daqui? Que horas acaba a sua aula, hoje?
- Tenho mais uma aula, depois vou embora.
- Você se incomoda de a gente ir ao bar depois dessa aula? Pra conversar um pouco...
- Está bem.
- Te espero no pátio.
- Tudo bem. Combinado.
Clara se levanta e vai para aula. Roberto desce, vai para a sala dos professores. Enche um copo d’água, olha pela janela que dá para o pátio, lembra de sua época de estudante, beijou muitas bocas que frequentaram aquele mesmo pátio.
- E aí? Como foi sua aula?
- Foi boa, o professor é um senhor de idade, usa calça de tergal na altura do umbigo, se não me engano foi padre. É meio quadradão mas um bom professor.
- Ah, já sei quem é. Mas... Vamos num bar que conheço, ele fica numa rua perto daqui.
- O que ele tem de especial?
- Nada, mas lá a gente fica mais à vontade, sei lá. Não quero que fiquem comentando sobre estarmos sozinhos numa mesa de bar, não quero dar motivo para fofocas.
- Mas o que tem estarmos sozinhos num bar?
- Não tem nada. Mas as pessoas gostam de ter motivos para criar boatos e fofocas.
- Sei...
Clara entendia a preocupação de Roberto. Chegaram no bar, ninguém conhecido. Roberto sorri, sentam à mesa, pedem a bebida e conversam. Já passava da meia-noite, quase uma da manhã. E nada de beijos, nem carinhos, só conversa. Roberto estava travado, ficou a noite inteira conversando com Clara e ao mesmo tempo pensando em como avançar o sinal. Clara estava entediada e de pileque. Implicante.
- Vou embora.
- Ei!
- ...
- Calma, levo você em casa.
- Não precisa, sei ir pra casa sozinha.
- Te levo em casa.
Entraram no carro. Ambiente de elevador.
- Pronto. Já está em casa.
- Boa noite!
- Boa.
Roberto não se perdoou, perdeu a chance.
Ela ficava quase uma hora tomando banho. Gostava de passar as mãos no cabelo molhado
debaixo da água que escorria do chuveiro, seu cabelo comprido e castanho. Passava com carinho as mãos cheias de espuma entre as nádegas, ficava alisando as mãos vagarosamente, se olhava no espelho e ria enquanto alisava sua bunda linda. Virava para frente do espelho, tocava nas virilhas espumadas de sabonete, gostava de passar as duas mãos ao mesmo tempo, ficava com a vagina umedecida. Enfiava o dedo e lambia o óleo que ela fabricava, gostava de sentir seu próprio gosto. Terminava o banho e enxugava o corpo delicadamente, passava a toalha felpuda várias vezes no mesmo lugar, saia do banheiro sequíssima, apenas o cabelo denunciava o banho. Ela ia para a rua com aquele cheiro gostoso de água com sabonete, aquele aroma que atrai os olhares dos homens.
A aula termina. Na porta da faculdade Roberto pega Clara pelo braço.
- Quero falar com você.
- Pode falar...
- Quero falar, mas não aqui, vamos pra aquele bar.
- De novo?
- Sim, mas agora vai ser rápido.
Chegam no bar, se sentam.
- Quero dizer a você que estou apaixonado.
- E aí?
- E aí que estou apaixonado por você. Quero que saiba que não consigo elaborar uma aula direito desde o dia em que viemos nesse bar e conversamos. Só que você é uma garota mimada, que está acostumada a viver às custas de papai e de mamãe e que não tem sensibilidade suficiente para perceber quando um homem gosta de você de verdade. Sua vida é fantasiosa, quer arrumar um sujeito rico e com carro para que você não precise se preocupar em batalhar suas coisas nessa sua vidinha boçal de boneca de luxo. Além disso, você não está nem aí pra mim.
- ...
- Não tem nada a dizer?
- Sim, tenho sim. Vamos pro motel.
- ...
- O que foi? Não gostou da idéia? Vamos.
- Vamos. É o que mais quero.
Roberto pagou a conta, os dois se levantaram da mesa e entraram no carro.
Eles entraram no quarto. Roberto fechou a porta.
- Mudou de idéia assim... De repente...
- Não mudei de idéia, nunca tive vontade de transar com você, mas acho que poderíamos nos dar essa chance.
- Você gosta de se fazer de difícil.
- Sou do jeito que sou.
Roberto envolve seu braço no pescoço de Clara e puxa ela para dar um beijo na boca. Eles se beijam, se abraçam, ficam excitadíssimos e começam a acelerar os carinhos. O amor que antes estava preso, se liberta e toma conta dos dois, os abraços e beijos e lambidas e carícias são aflitos. Ele desabotoa e abaixa com força a saia azul de Clara, levanta a blusa azul dela e dá uma mordida de leve no seu pescoço aveludado. Lambe o ouvido delicado, passa a língua por detrás da orelha, vai descendo em direção aos seios, levemente empurra Clara para que ela caia na cama. Abocanha um seio, mama com vontade aquele seio branquíssimo e macio, ela geme, geme demais. Roberto fica em pé e tira a roupa, o tesão no seu corpo transborda e concentra-se no ponto certo. Ele lambe as coxas, a vagina, e beija a flor daquela menina que um dia o desprezou na porta do bar. Coloca seu pau duro dentro dela, os dois gemem, e não param de transar e se abraçar e se lamber e se beijar, até gozar.
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Flavio Vaz
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3:38 PM
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Quarta-feira, Março 05, 2008
A trapalhada de Uribe

A Colômbia luta contra as FARC, que são guerrilheiros comunistas com ideologia marxista-leninista, e que usam de terrorismo para intimidar e alcançar seus objetivos. A Colômbia querer combatê-los é legítimo, o que não é válido, é invadir o espaço aéreo ou o território do país vizinho, Equador, para conseguir prender ou matar alguns integrantes da guerrilha. Foi uma bola fora sem tamanho do governo de Uribe, que, diga-se de passagem, não passa de um fantoche do governo norte-americano. No mínimo, Uribe tinha que se comunicar com o governo equatoriano para pedir permissão ou apoio militar para conseguir prendê-los. Além disso, corre nos noticiários que estava sendo negociado a libertação de alguns reféns enquanto os aviões da Colômbia combatiam os integrantes das FARC. Ou seja, a emenda ficou pior do que o soneto. Junto a isso, numa atitude oportunista, Chavez aproveitou e ordenou que seus tanques se postassem na fronteira com a Colômbia. Daí o que já estava fedendo, ficou pior ainda. Acredito que um conflito armado não acontecerá. Os outros países do continente estão empenhados em apaziguar a situação, como não poderia deixar de ser. Além disso, com uma guerra todos os países sul-americanos iriam perder, tanto comercialmente como economicamente. Portanto, ficarão nesse disse-me-disse, e obviamente o relacionamento diplomático entre Equador e Venezuela com a Colômbia ficou bastante arranhado. Aguardemos o desenrolar desse imbróglio.
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Flavio Vaz
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10:47 PM
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Células-tronco

Hoje, foi julgado pelo STF a ação contra a pesquisa com células-tronco, mas foi feito um pedido de vista de um dos ministros, Carlos Alberto Menezes Direito. Ele tem 30 dias pra apresentar seu voto após a vista, mas não há sanção para quem ultrapassa esse prazo, o que pode alongar ainda mais a decisão. O problema é esse, na prática o sujeito não tem prazo pra decidir o voto.
Acredito que devemos pensar nas vidas que são salvas com as pesquisas. A Igreja Católica, com sua visão retrógrada, não ajuda em nada para o avanço da ciência e nem para a cura de doenças graves. O conceito sofista da Igreja Católica em afirmar que nas células-troncos existem vidas é tão surreal, que chega a parecer psicodélico. Os embriões nada mais são do que células sem nenhuma esperança de se transformarem em vidas reais, de verdade. Ou seja, dos embriões não crescerão seres humanos que um dia poderão viver suas vidas normalmente, praticando atividades cotidianas, como: crescer, estudar, comer, dormir, trabalhar etc etc etc. São células que, graças ao avanço da ciência, obtiveram uma utilidade infindável na busca da cura de doenças graves que atormentam médicos, cientistas e pacientes, e que antigamente não tinham essa utilidade, por conta da falta de conhecimento da própria ciência. Mas a Igreja Católica, com seus dogmas equivocados não aceita a pesquisa com as células-troncos, pois argumenta que é uma afronta à vida. Que vida, cara-pálida??? Um bando de células inanimadas...
Sempre que a ICAR teve o poder nas mãos, as consequências desse mesmo poder não tiveram um efeito agradável. Vide a Idade Média, na qual a ICAR reinava praticamente sozinha, isso sem entrar em detalhes de outros episódios históricos, nos quais a ICAR foi omissa e/ou opressora do povo. Que a ICAR cuide da fé de seus fiéis e não se meta com a ciência. Francamente!
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Flavio Vaz
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10:35 PM
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Domingo, Fevereiro 24, 2008
De virada é mais emocionante

Começamos perdendo a peleja, mas no segundo tempo o Flamengo se superou e fez dois gols no Botafogo. Jogamos mais ou menos no primeiro tempo, mas na segunda etapa empatamos com um penâlti bem cobrado pelo Ibson, e no finalzinho do jogo, através de um chute bem colocado pelo Diego Tardelli arrematamos a Taça Guanabara. Muito se falou que o penâlti foi mal marcado, mas o juiz simplesmente marcou numa situação em que muito juiz não tem coragem de marcar, Fábio Luciano teve a camisa segura pelo jogador alvi-negro. Mesmo com todo o tumulto dentro da área, isso não se justifica, tinha que marcar mesmo. Fábio Luciano, além de ter tido a camisa tirada pra fora do short, o puxão do adversário ainda deixou o nosso zagueiro sem poder se deslocar dentro da área. Penâlti bem marcado. Mais uma vez o Mengão dando fortes emoções à nossa torcida. Como é bom ser rubro-negro. Mengooo!!!!!
PS: Foto de Alexandre Cassiano do Globo Online
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Flavio Vaz
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6:49 PM
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Quarta-feira, Fevereiro 20, 2008
A volta dos que não foram

Deixei de postar por esse período por um motivo simples, no meu trabalho têm vários sites que foram travados e que impedem de serem navegados, inclusive de colocar posts novos no meu humilde blog. Além disso, estava sem internet em casa, o que me impossibilitou de postar em outro local, sem ser no meu trabalho. Com a conexão restabelecida no meu querido lar, tudo volta ao normal.
Por falar em volta, Mengão está de volta com força total. Depois de despachar mais uma vez o seu eterno freguês, vamos enfrentar o Botafogo, time arrumadinho, que têm bons jogadores, mas que não é impossível de ser batido. Elenco o Flamengo tem para vencer do Botafogo, basta jogar com seriedade e garra como jogou contra o nosso eterno freguês, que a Taça Guanabara está garantida. Mengooo!!!
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Flavio Vaz
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12:57 AM
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Quinta-feira, Janeiro 24, 2008
Os tímidos

Percebo pela lista do lado direito do blog, onde mostra o número de visitantes, que pouquíssimas pessoas visitam o meu blog e ao mesmo tempo se sentem à vontade para escrever. Sem contar com os conhecidos que chegam aqui, dão uma espiada e vão embora sorrateiramente sem deixar vestígios. Salvo aos que derem alguma pernada, ou derrapada mais forte dada por algum incauto internauta, que se por acaso falar besteira será devidamente censurado, gostaria de deixar claro que o espaço é aberto e relativamente democrático a todos os visitantes silenciosos e anônimos. Ou seja, independente de raça, credo, cor ou idioma, deixem o seu comentário. Claro que nem sempre escrevo posts criativos ou que seja de interesse geral para motivar que alguém escreva. Mas de qualquer forma, fica o apelo para que escrevam, botem a boca no trombone, e saiam da penumbra cinzenta que cobre os visitantes mais tímidos. O mantenedor desse blog fica mais alegre e satisfeito quando os comentários pululam.
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Flavio Vaz
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9:15 PM
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Quinta-feira, Janeiro 17, 2008
A perigosa mistura

Praticamente todas as escolas de samba têm sua origem nas favelas. E é nas favelas onde vive e mora a maioria dos integrantes dessas mesmas escolas. E é nas favelas onde vivem e moram os traficantes, pelo menos os de menor poder aquisitivo. Daí ter a mistura de samba, ou do carnaval, com o tráfico não é um fato muito difícil de se acontecer. Os dois, samba e tráfico, infelizmente, têm a mesma origem. É na favela, onde mora essa mesma maioria de integrantes das escolas, composta de trabalhadores, de pessoas de bem, que ralam e acordam cedo para tentar ganhar o seu caraminguá de sobrevivência. Pessoas que vivem pelas agremiações, trabalham o ano inteiro, seja numa fábrica ou numa empresa, mas que dedicam parte de seu tempo para trabalharem em prol da escola de samba de coração. Dito isto, não é de se espantar que a Mangueira tenha um compositor, e de acordo com a imprensa, traficante também, de nome Tuchinha. A linha que separa o povo do tráfico com o do samba é muito tênue. Quase translúcida. Então acaba existindo um "código" onde todos sabem que o traficante está presente na agremiação, mas como "apoia" a sustentação da escola, a "vista grossa" impera. Ele nos ajuda e não nos compromete, então que fique por isso mesmo, este é o pensamento. É a já tão decantada mistura do samba com o crime.
Flanando por outro caminho, não podemos deixar de citar os bicheiros, que já é uma outra estória. O jogo do bicho é considerado contravenção, que segundo o dicionário Aurélio significa "transgressão ou infração a disposições estabelecidas", que deve significar algo como "crime tolerável". Sérgio Cabral, governador do Rio, já declarou que é a favor da legalização, que isso irá trazer benefícios como: empregos e arrecadação de dinheiro através de impostos para o erário público. Estou com o governador, também sou a favor da legalização. Quem nunca jogou pelo menos uma vez no bicho? Mas ninguém se preocupou em discutir a questão. Enquanto isso, o jogo de azar mais popular da cidade continua sendo ilegal. Daí que a verba arrecadada no bicho é sujo, e que a escola de samba serve de lavagem de dinheiro dessa mesma fonte de renda, que por sinal, é bastante lucrativa. E no final das contas continua imperando a "vista grossa". Todo mundo sabe que o tráfico e o jogo do bicho fazem parte da sustentação das escolas de samba, mas ninguém quer se meter a besta e enfrentar esse povo. Em contrapartida, parte da sociedade fica horrorizada (oh, meu Deus!!!), em saber que um traficante é um dos compositores da gloriosa Mangueira. Sinceramente, não entendo porque tanto espanto, todo mundo sabe que essa relação existe. E continuemos a levar tudo aos trancos e barrancos.
E já que estou falando de samba, a tal da Liesa só tem dado bola fora. Chamou aquele sujeito chamado Bruno Chatembreaud (nem sei se escreve assim), cuja profissão é "socialite", para ser jurado do quesito alegorias e adereços. Além disso, a Liesa não prestigia as escolas do grupo de acesso, composta de agremiações da estirpe de Império Serrano e União da Ilha, do tão famoso samba-enredo "A minha alegria atravessou o mar, e ancorou na passarela...". O que acontecerá com as escolas de samba daqui alguns anos?
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Flavio Vaz
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6:42 PM
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Terça-feira, Janeiro 08, 2008
Jornal de Debates

No ano passado, tinha escrito um comentário, numa comunidade do orkut, sobre o estado calamitoso de violência do Rio. Desde então, estou entre os colaboradores de um site chamado Jornal de Debates, após um dos editores ter lido o meu comentário e ter me convidado para participar do referido site. O Jornal de Debates é um espaço público onde podemos escrever artigos sobre vários assuntos. No começo desse ano já escrevi dois artigos, além de ter feito comentários em artigos de outros autores. Dêem uma olhada que o site é muito bacana, e está aberto para quem quiser participar. Basta ler as condições, e fazer sua inscrição, é grátis. Lembrando que se quiserem fazer comentários têm que se cadastrar. A partir de hoje o link do JD estará permanentemente na coluna da direita junto a outros sites e blogs. E antes que eu me esqueça, leiam aqui o meu último artigo, cujo tema são as eleições norte-americanas.
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Flavio Vaz
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5:44 PM
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Quarta-feira, Janeiro 02, 2008
Ano Novo

O Natal passou, o ano terminou, e 2007 virou história. Foi o ano que conheci a minha mulher, a minha alma gêmea, a moça que tocou o meu coração e decidiu comigo viajar nessa louca jornada chamada vida. Foi o ano que o Flamengo milagrosamente, graças às mãos abençoadas de Joel Santana, passou de uma posição ameaçadora de rebaixamento a figurar em terceiro lugar no Brasileirão e desta forma garantir uma vaga na Libertadores. Foi o ano que meu filho, Miguel, fez 7 anos de idade, ano que, em algum almanaque deve significar o "ano da razão" ou algo parecido, mesmo que ninguém saiba bem o que isso queira dizer. Foi o ano que tive um aprofundamento espiritual sobre o mundo e sobre mim mesmo, e isso se deve a minha amada que muito me ensinou e que continuará a me ensinar. Foi o ano que bebi pouco, mas em compensação voltei a fumar, para desgosto de alguns. Mas lamento, eu gosto. Foi o ano que assisti muitos filmes, menos do que queria e mais do que podia. Foi o ano que não li tudo que queria, e assim a "fila" de livros continua grande, com tendência a aumentar. Enfim, vou guardar os bons momentos do ano que findou e jogar na lata de lixo o que não prestou.
2008 é ano bissexto, e como todo ano bissexto, teremos a Olimpíada, festa maior que reúne todos os povos do mundo para disputar competições esportivas, independente da crença, da raça ou da cor. Espero, e tenho certeza que assim será, que em 2008 estejamos imbuídos do espírito olímpico de respeito ao semelhante, independente da crença, da raça ou da cor, para fazermos desse mundo, um lugar melhor para se viver. 2008, aí vou eu!!!
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Flavio Vaz
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1:06 PM
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Quarta-feira, Dezembro 19, 2007
Imposto pra quê?

O Senado não aprovou a continuidade da CPMF. O governo queria que o tributo continuasse em vigor, transformando o P de provisório em P de permanente. Até aí tudo bem, o governo que encontre uma solução alternativa para o fim do imposto. Mas fiquei pensando no caso em questão, e ele tem três precedentes que são interessantes de serem discutidos. Primeiro, se ele foi criado para ser provisório, já se sabia que sua duração iria ser provisória, como o próprio significado da palavra já explica em si o que quer dizer. Segundo, o governo federal se utilizou do tributo como um "salvador da pátria", como se a continuidade dele fosse a salvação para todos os problemas do país, acusando o Senado de um suposto déficit na economia por conta do fim do mesmo. Terceiro, a pergunta que todos fazem é a seguinte: será que o destino do dinheiro recolhido pela CPMF ia mesmo para onde ele tinha que ser aplicado, a saúde? O imbróglio me faz questionar se realmente todos os tributos que temos que pagar têm o seu recolhimento devidamente bem administrados. Sem nos alongarmos muito, podemos dar alguns exemplos. A CPMF não resolveu e pelo que consta, não amenizou o problema crônico pelos quais as instituições de saúde passam no País. No patropi, se o sujeito não tiver plano de saúde, vai morrer na fila do hospital público, ou então, vai ficar numa espera interminável para receber um transplante, ser submetido a uma cirurgia, ou em alguns casos, marcar uma simples consulta. O IPVA, por exemplo, é um tributo que se chama Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores, mas as estradas estão esburacadas e mal sinalizadas, principalmente as federais. Aí vão dizer, "mas o IPVA não é para ser aplicado na melhoria das estradas". Então pra quê serve o IPVA? Porque não vemos os nossos impostos serem bem aplicados? E isso não é chavão, é a realidade, se fossem bem administrados teríamos o retorno visível através de serviços públicos de qualidade, de benfeitoria para a população, de estradas decentes, e de uma máquina pública eficiente. Pra onde vai esse dinheiro todo? Bom..., é melhor não procurar saber pra onde vai esse dinheiro porque senão vamos acabar descobrindo o destino e daí vamos ficar mais revoltados.
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Flavio Vaz
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3:38 PM
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